Boxe e Outras Modalidades no Limbo Olímpico: Reflexões e Propostas
Matheus Loureiro
O
boxe olímpico enfrentou sérias dificuldades recentemente, com sua participação
nos Jogos Olímpicos de Tóquio sendo organizada de forma emergencial por uma
força-tarefa do COI, em vez da Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba),
que estava suspensa devido a problemas de governança e suspeitas de ligação com
o crime organizado. Apesar de garantido em Paris, sua presença em Los Angeles
ainda não está confirmada, e a confusão em torno da eleição para a presidência
da Associação Internacional de Boxe (IBA), onde Umar Kremlev foi reeleito por
W.O. devido à desclassificação de seus adversários, não agradou a Thomas Bach,
presidente do COI.
A história do boxe nos Jogos Olímpicos remonta a 1904, mas a falta de governança adequada e os escândalos de corrupção em Londres e no Rio de Janeiro colocaram em xeque a continuidade do esporte no programa olímpico. O levantamento de peso também está em situação delicada, com sua ausência na lista prévia de 2028 devido às questões relacionadas ao doping.
Diante
desses desafios, surgem propostas alternativas para o programa olímpico. Uma
delas é a inclusão do críquete, que possui um formato mais curto (Twenty20)
e poderia aumentar o apelo dos Jogos em países como Índia e Paquistão. O xadrez
também é sugerido por sua simplicidade de organização e apelo global.
O
lacrosse, esporte de origem nativa americana, e a competição de asa delta, com
sua emocionante corrida aérea, são outras sugestões interessantes. O ciclismo,
que já possui diversas modalidades nos Jogos Olímpicos modernos, poderia
incluir a competição de asa delta como uma prova radical e emocionante.
Essas
propostas refletem a diversidade e a evolução do esporte, mostrando que o
programa olímpico pode se adaptar e inovar para atrair novos públicos e manter
o espírito de competição e excelência que caracterizam os Jogos Olímpicos.


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